‘Bom de Nota, Bom de Dança’ adota ‘Escola sem Machismo’.

    ‘Bom de Nota, Bom de Dança’ adota ‘Escola sem Machismo’.

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    Projeto traz para aulas princípios da educação com igualdade de gênero apoiados e divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU)

    A igualdade de gênero tem sido cada vez mais tema central de discussões em todas as esferas da sociedade e visando oferecer diretrizes para uma educação fundamentada nesses princípios a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha Escola sem Machismo. A ideia é incitar debates e discussões acerca do tema, levando para a sala de aula formas de repensar e transformar ideias pré-concebidas sobre papéis de gênero.

    imagem_release_917074Trabalhando pelo fim de estereótipos de gênero e comportamentos machistas, o Bom de Nota, Bom de Dança – Plano Anual encontrou na cartilha da ONU caminhos para abordar o tema dentro das aulas oferecidas gratuitamente a alunos de Batatais, Descalvado, Lins e Serrana.

    Desenvolvido pela ONU Mulheres e financiado pela União Europeia, o objetivo do projeto é transformar, através da educação, os debates sobre o machismo.

    Levantando a bandeira do empoderamento feminino e igualdade de gêneros, o Bom de Nota, Bom de Dança aproveitou o mês dedicado às mulheres – março – para levar até os alunos a iniciativa Escola sem Machismo. A ação visa conscientizar meninos e meninas sobre o direito das mulheres de viverem uma vida livre de violências e descriminações.

    “Nossa ideia foi trazer todos os envolvidos no projeto, tanto profissionais como as próprias crianças, para debater e refletir sobre a conscientização, educação e o respeito em relação às mulheres”, explica Letícia Molina, psicóloga responsável pelo Bom de Nota, Bom de Dança.

    A campanha Escola Sem Machismo realiza uma oferta pública de materiais para engajar a juventude na prevenção e eliminação da violência e discriminação contra meninas, e a importância de uma educação voltada à igualdade de gêneros.

    “No projeto percebemos muito a evasão de meninos que entram no ballet. Isso se dá porque normalmente sofrem represálias de colegas e da própria família que os expõem a brincadeiras, em muitos dos casos afirmando que ‘balé é coisa de menina’, por exemplo”, conta a psicóloga. “Eles acabam desistindo, apesar de relatarem que gostam das aulas”, complementa.

    Dentro do Bom de Nota, Bom de Dança o tema foi desenvolvido em duas frentes, o primeiro passo foi uma roda de conversas entre professores e alunos. Para isso os colaboradores do projeto passaram por uma capacitação antes de levar o assunto às aulas, “é importante trabalhar a formação desses educadores, para que construam com os alunos conteúdo e um ambiente igualitário e livre de preconceitos”.

    A segunda ação foi promovida de acordo com a idade das crianças, os menores criaram ilustrações e os maiores foram desafiados a escrever uma história, ambos tendo as discussões acerca do Escola sem Machismo como tema central.

    “Quando se fala em educação de gênero e combate à violência contra a mulher, um ponto essencial para o debate é entender que existe uma linha tênue que separa uma piada de uma agressão. Isso é algo que pode e deve ser trabalhado desde cedo, e através da nossa postura nas aulas estamos tentando levar isso às crianças”, finaliza Letícia.

    A intenção é que as discussões sigam dentro das aulas ao longo do ano e que inspirem os alunos a repassar as discussões e incitar debates em seus círculos de convivência, descontruindo as velhas ideias e amarras sociais.

     

    O projeto

    O Bom de Nota, Bom de Dança oferece gratuitamente aulas de balé e danças urbanas a meninos e meninas, de 7 a 12 anos. Atende atualmente cerca de 700 crianças, em cinco núcleos localizados nas cidades de Batatais, Descalvado, Lins e Serrana. São beneficiados alunos regularmente matriculados nas escolas da rede pública conveniadas ao projeto, a intenção é integrar o aprendizado em classe com as aulas de dança.

    As atividades acontecem com recursos de incentivo fiscal da Usina Batatais, Usina Lins, Usina Ipiranga e Usina da Pedra. O projeto, organizado desde o início de 2017, é um plano anual via PRONAC (Programa Nacional de Apoio à Cultura), com o objetivo e missão de levar e fomentar a cultura nessas cidades, em parceria com a educação.

    Aliás, ainda dá tempo de participar do projeto BNBD. Há vagas abertas nas turmas de balé e danças urbanas. Para mais informações, confira o serviço de cada núcleo em suas respectivas cidades:

    Batatais
    Rodolfo Tarso (Ass. de coordenação)
    Balé e Danças Urbanas: EMEIEF Prof. Gilberto Dalla Vecchia – CAIC
    Rua Cel. Joaquim Marques, 1260

    Descalvado
    Luana Romanello (Ass. de coordenação)
    Balé e Danças Urbanas: EMEF Dirce Sartori Serpentino
    Rua Rio de Janeiro, 563

    Lins
    Mauro Ladeia (Ass. de coordenação)
    Balé: EMEF Prof. Gessy Martins Beozzo
    Rua Irmã Ruth da Costa, 220
    Danças Urbanas: EMEF João Alves da Costa Rua José Nunes da Silva, 255

    Serrana (Núcleos Serrana Rosa e Serrana Verde)
    Elisângela Kiche (Ass. de coordenação)
    Balé: Escola Elizabeth Sahao
    Rua Deputado João Cunha, 285
    Danças Urbanas – Escola Jardim Dom Pedro I
    Avenida Arsênio Ramos Martins, 151

    Josiane do Valle (Ass. de coordenação)
    Danças Urbanas: Escola Maria Celina Walter de Assis
    Rua Antônio Honório Ribeiro, 895
    Balé: Escola Edésio Monteiro de Oliveira
    Rua Roraima, 92