No dia 26 de março de 1996, nascia a Associação Pró-Esporte e Cultura, carinhosamente conhecida como APEC.
O que começou como um sonho quase improvável se transformou, ao longo de três décadas, em um trabalho sólido, reconhecido e capaz de impactar milhares de vidas.
Desde o início, o propósito era claro: criar oportunidades para que crianças e adolescentes ocupassem seu tempo com atividades que realmente fizessem sentido. O esporte foi o ponto de partida. Em 1998, surgiu o projeto Bom de Nota, Bom de Bola, em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, com a proposta de oferecer acesso gratuito ao futebol em horários ociosos, utilizando estruturas já existentes e contando com o apoio de parceiros.
O crescimento foi rápido. De um início simples, com duas pessoas e muita disposição, buscando apoio em empresas, amigos e instituições, a APEC ampliou seu alcance e passou de dezenas para milhares de atendimentos. Sempre sustentada por valores como seriedade, transparência e compromisso com aquilo que se propõe a fazer.
Com o tempo, a atuação também se expandiu.
“A gente começou com projetos exclusivamente esportivos, que era a nossa área. Do esporte passamos para a cultura, com o Bom de Nota, Bom de Dança, e fomos ampliando as modalidades, mas a metodologia sempre foi a mesma. Hoje também atuamos na área da saúde, com uma equipe muito qualificada. E, nos últimos anos, as leis de incentivo trouxeram mais estabilidade, permitindo estruturar projetos com início, meio e fim”, destaca Eduardo Zanello, fundador da APEC.
Atualmente, a instituição atende mais de três mil pessoas mensalmente em diferentes modalidades, que vão do esporte à cultura: futsal, vôlei, basquete, futebol, danças urbanas, balé, capoeira, teatro, entre outras linguagens. Mais do que oferecer atividades, o trabalho propõe uma formação ampla, promovendo o contato entre diferentes expressões e ampliando repertórios.
Essa integração é parte essencial da metodologia. Crianças que chegam por meio do esporte passam a conhecer a dança, o teatro, o circo e o grafite. Descobrem interesses que, muitas vezes, nem imaginavam ter, especialmente em contextos onde o acesso a essas experiências é limitado.
Inicialmente voltada a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e econômica, ou com acesso restrito a direitos básicos, a atuação da APEC se expandiu ao longo dos anos, passando a atender também pessoas com deficiência e idosos. Nesse cenário, cada projeto representa mais do que uma atividade: é um espaço de desenvolvimento, pertencimento e possibilidade.
Além do impacto social, a APEC também contribui para a geração de emprego e renda, atuando em diversas regiões do Brasil e promovendo a contratação de profissionais de diferentes áreas.
Ao longo desses 30 anos, a APEC construiu muito mais do que projetos. Construiu histórias, abriu caminhos e fortaleceu sonhos. E segue olhando para o futuro com o mesmo espírito que marcou seu início: continuar crescendo, alcançando novos territórios e, quem sabe, consolidando uma sede própria.
Porque, no fim, é no olhar de cada criança, em cada apresentação e em cada conquista, que surge a confirmação de que todo esforço vale a pena.
Celebrar os 30 anos da APEC é reconhecer uma trajetória de impacto real e contínuo. É reafirmar o compromisso com o futuro e com a construção de uma sociedade mais justa, com mais acesso, oportunidades e possibilidades para todos.










